O conhecimento das interações medicamentos, pelos riscos à saúde e pela sua previsibilidade na maior parte dos casos, é básico para o exercício das profissões do farmacêutico e do médico. Dentro da evolução da ciência e medicina, o médico se vê obrigado a conhecer cada vez mais os procedimentos diagnósticos, enquanto o
farmacêutico recebe cada vez mais a incumbência de conhecer e dialogar com médico e paciente sobre os efeitos dos medicamentos.
A polimedicação, que deve em princípio ser evitada, torna-se cada vez mais comum com o o aumento da população idosa e com a ocorrência concomitante de várias doenças, inclusive em populações mais jovens. É grande a possibilidade de um medicamento ter sua atividade alterada devido a somação de efeitos, ações antagônicas ou interferência nas funções orgânicas de absorção e outras propriedades farmacocinéticas.
As interações medicamentosas, embora com alto potencial de risco ao paciente raramente podem ser evitadas, pois para o paciente a avaliação de risco/benefício justifica a prescrição de dois ou mais medicamentos. Todavia, embora seja mais difícil prever a intensidade das conseqüências, a grande maioria das interações é previsível quanto à qualidade do efeito.
Se o paciente for acompanhado por profissional de saúde, por exemplo um farmacêutico com conhecimento científico das interações, o risco do paciente é praticamente anulado. Com conseqüências previsíveis e controláveis, as interações deixam de ser um fantasma assustador. |